Eu já sabia que o Antônio não viria apenas para fazer peso. Assim, deveria ter uma entrada memorável. Não poderia ter sido mais emocionante. Se bem que poderia, mas para mim foi o suficiente. Estou distante 450 quilômetros e algumas horas de viagem, mas não iria deixar de estar presente no primeiro dia de vida do meu primeiro filho. A aventura foi boa. O primeiro telefonema foi às 2h20 do dia 17/07/07. Às 3h30 já tinha alugado um carro e atravessava a Baixada Fluminense.
Quanto mais perto da Leiteria São Luiz, em Santos Dumont, onde, na infância, sempre visitávamos uma vaquinha quando íamos passar as férias em Niterói, ou no Rio, mais difícil de conter o choro. À essa altura, minha sogra (Fatinha) já havia me ligado para dizer que o filhote e a mamãe mais corajosa e linda estavam juntos, e muito bem. Eles já haviam se espiado.
Quem me acompanhou não cantava minha música. Nas rádios do interior, muitas baladas das mais bregas, mas úteis. A mudança da luz, com a chegada do sol, poderia até antecipar o cansaço, mas ele só apareceu perto do hospital. Estou quase em casa.
Era para eu ver o Antônio no berçário, mas ele estava no carrinho, a caminho do quarto. Após um rápido cumprimento, já estávamos íntimos. Passei a tarde mais encantadora de minha vida, com minha mulher e meu filho. Ele, dormindo no meu colo, em diversos momentos. Ela, ainda na cama, se recuperando. Ele é tão esperto que até me acompanhou com os olhos. Além disso, nasceu querendo e sabendo mamar.
Noite de pouco sono, de novo, e já estou no avião. Em tempo, retorno.
2 comentários:
Lindo, meu amor. Antônio agradece a homenagem.
Aí, Antônio.
Seu pai, no dia que você nasceu, foi atleta. Esteve em dois lugares quase ao mesmo tempo.
Estava no Rio, mas não por esporte e sim, a trabalho.
Veio pra Belo Horizonte pra receber a medalha de ouro dele e da sua mamãe. Depois voltou, com a medalha no fundo do peito.
Ele é Jornalista. Esses caras que vivem as coisas e depois contam as histórias pra nós.
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